Reis e Rainhas Excêntricos: As Manias Mais Bizarras da Realeza

HISTORIA

Descubra as manias mais estranhas e comportamentos excêntricos de reis e rainhas ao longo da história. De hábitos incomuns a regras absurdas, prepare-se para se surpreender com a realeza.

A história dos monarcas é repleta de glória, batalhas e decisões que moldaram nações. Mas por trás das coroas e cetros, muitos reis e rainhas tinham comportamentos que beiram o bizarro — manias excêntricas, rotinas absurdas e crenças estranhas que até hoje surpreendem historiadores.

Neste artigo, você vai conhecer os hábitos mais excêntricos da realeza ao redor do mundo. Prepare-se para descobrir que, embora tivessem poder absoluto, alguns monarcas pareciam viver em seu próprio mundo… e não exatamente um mundo racional.

1.Rei Luís XIV e o público matinal

O famoso Rei Sol da França, Luís XIV (1638–1715), tinha uma mania peculiar: ele fazia de sua rotina matinal um espetáculo real. Diariamente, dezenas de pessoas eram autorizadas a entrar em seu quarto para assistir ele acordar, ser vestido e tomar café da manhã.

Isso fazia parte de um protocolo real chamado lever du roi (o despertar do rei). Nobres disputavam posições ao redor da cama real para participar do evento — e apenas os mais influentes podiam segurar suas roupas ou calçar seus sapatos.

2.Cristina da Suécia e sua obsessão por cadáveres

A rainha Cristina da Suécia (1626–1689) foi uma das monarcas mais cultas da Europa, mas também uma das mais estranhas. Ela tinha fascínio por ciências ocultas, alquimia e… cadáveres humanos.

Cristina supostamente mantinha crânios humanos no quarto, colecionava ossos e gostava de visitar necrotérios. Seu palácio era decorado com esqueletos e objetos mórbidos — e ela se recusava a se casar, alegando desinteresse por qualquer “fraqueza emocional”.

3.Vlad, o Empalador – um banquete com terror

Vlad III da Valáquia (1431–1476), conhecido como Vlad, o Empalador, foi a inspiração para o Conde Drácula — e seu apelido não é por acaso. Vlad tinha o costume de empalar seus inimigos e assistir à execução enquanto jantava calmamente.

Para ele, o empalamento não era apenas uma forma de punição, mas uma demonstração de poder. Crônicas da época afirmam que Vlad comia enquanto cadáveres empalados apodreciam ao redor — uma cena digna de pesadelos.

4.Maria Antonieta e seu “povo cenográfico”

A rainha Maria Antonieta (1755–1793), esposa de Luís XVI, ficou famosa por seu luxo exagerado — mas poucas pessoas sabem que ela tinha uma vila fake no Palácio de Versalhes onde fingia ser camponesa.

Ela mandou construir uma “aldeia rural” chamada Hameau de la Reine, onde brincava de viver como uma camponesa rica. Usava roupas simples (mas feitas de seda cara) e ordenhava vacas “limpas” trazidas de outras regiões. Tudo era meticulosamente limpo e preparado — ou seja, camponesa, mas nem tanto.

5.Pedro, o Grande, e sua “coleção anatômica”

O czar russo Pedro, o Grande (1672–1725), era obcecado por ciência e medicina — a ponto de colecionar fetos humanos deformados, órgãos em frascos e esqueletos. Ele criou o que hoje é conhecido como o Kunstkamera, o primeiro museu da Rússia.

Além disso, Pedro tinha o hábito estranho de praticar cirurgias em cadáveres, mesmo não sendo médico. Ele acreditava que só entenderia seu povo e a alma humana explorando o corpo por dentro.

6.Rei Jorge III e a conversa com árvores

O rei Jorge III da Inglaterra (1738–1820) é conhecido por sua instabilidade mental, especialmente no final da vida. Relatos históricos indicam que ele acreditava ser amigo íntimo do rei da Babilônia — e que costumava conversar com árvores como se fossem ministros da corte.

Durante seus surtos psicóticos, Jorge III falava por horas com carvalhos e mandava ordens imaginárias. Ele foi diagnosticado postumamente com porfiria, uma doença que afeta o sistema nervoso.

7.Imperador Qin Shi Huang e a obsessão pela imortalidade

O primeiro imperador da China unificada, Qin Shi Huang (259–210 a.C.), não aceitava a morte como um destino inevitável. Ele enviou expedições em busca do “elixir da vida” e tomava regularmente poções com mercúrio, acreditando que isso o manteria vivo para sempre.

Ironicamente, essas poções foram provavelmente responsáveis por sua morte prematura. Mas sua obsessão pela eternidade rendeu uma das maiores maravilhas arqueológicas do mundo: o Exército de Terracota, feito para protegê-lo no além.

8.Calígula e o cavalo senador

O imperador romano Calígula (12–41 d.C.) é um dos nomes mais infames da história. Entre suas excentricidades, está o fato de nomear seu cavalo, Incitatus, como senador de Roma.

Calígula dava ao animal uma casa de mármore, colares de pedras preciosas e servos dedicados. Embora alguns historiadores acreditem que isso foi uma forma de zombar do Senado, outros apontam que ele realmente tratava o cavalo como um nobre.

Poder absoluto, comportamentos absolutos

Esses exemplos provam que a realeza pode ser tão estranha quanto fascinante. Com acesso ilimitado ao poder, muitos monarcas viveram em bolhas de extravagância e delírio — e suas manias refletem isso de forma curiosa, engraçada ou perturbadora.

Mas no fim, essas histórias também revelam algo sobre a própria humanidade: quanto mais poder alguém tem, mais suas excentricidades parecem escapar da realidade.

  • manias bizarras da realeza

  • reis excêntricos

  • curiosidades sobre rainhas

  • história real estranha

  • comportamentos estranhos de monarcas